Converter PDF em flipbook: a exportação decide tudo
A forma como você exporta o PDF original decide se as páginas do flipbook saem nítidas ou embaçadas no celular.
Transforme apostilas, roteiros de laboratório e resumos num flipbook 3D que o aluno abre no celular, com a versão acessível publicada logo ao lado dele.
Por Franco Cirulli
Você exporta a apostila em PDF e publica no ambiente virtual da disciplina. O aluno abre no celular, dá pinça numa página de duas colunas e desiste lá pela página quatro. Quem imprime faz anotações na margem, e o resto nunca mais abre.
As páginas de um flipbook são guardadas como imagens. O leitor de tela não encontra nada para ler, o texto não pode ser selecionado nem ampliado, e o aluno que usa tecnologia assistiva fica de fora de um conteúdo pelo qual é avaliado.
O ensino financiado com dinheiro público tem obrigação legal aqui: a Section 504 e a ADA nos Estados Unidos, o Equality Act e as normas de acessibilidade do setor público no Reino Unido, equivalentes na União Europeia e, no Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão. Sozinho, um flipbook não atende a nenhuma delas. Publique um PDF com tags de acessibilidade ou uma página HTML ao lado, coloque os dois links na mesma linha do ambiente virtual e não deixe nenhum aluno ter que pedir a versão legível.
Como complemento, é uma boa ferramenta. Como único formato, exclui gente.
Você coloca um hotspot clicando na página, no editor. Ele faz uma de quatro coisas: pula para outra página, abre um link numa nova aba, mostra uma nota curta ou abre um pop-up com texto formatado. Escolha um ícone da biblioteca, adicione um rótulo e defina o tamanho entre 14 e 44 pixels. O estilo de marcador invisível não desenha nada e continua clicável, para uma figura que já parece um botão.
Uma playlist com link no fim do plano de ensino não é assistida, porque encontrá-la já dá trabalho. Um marcador na figura da titulação é um toque.
Todo projeto tem um código para incorporar que funciona em qualquer plataforma que aceite iframes, e é assim que ele chega ao Canvas, Moodle, Blackboard, Google Classroom ou Teams. Muitas instituições bloqueiam iframes de terceiros por padrão, então coloque sempre o link direto embaixo do conteúdo incorporado. Depois abra os dois num aparelho gerenciado pela escola, na rede da escola, antes de passar a atividade, porque o que falha é o filtro, não o flipbook.
O seu notebook em casa é a única máquina do mundo em que o link com certeza funciona. Teste em outro lugar.
Escanear um capítulo de livro didático e publicar num endereço público não é uso educacional permitido. As exceções educacionais pressupõem distribuição limitada aos alunos matriculados, não um link que qualquer um pode encaminhar. Defina a visibilidade como Não listado e adicione uma senha na página. A senha protege a página do projeto, mas não os links diretos das imagens, então trate-a como uma tranca de cortesia e não como um cofre.
A sua instituição pode já ter uma licença que cubra esse uso, e materiais com licença aberta evitam a questão por completo. No i3Dify, que transforma o PDF neste flipbook, o plano gratuito comporta 3 projetos e 50 MB e mostra a marca d'água no viewer, o que não atrapalha um material de aula. O Pro custa US$ 3 por mês e tira a marca.
Uma apostila que abre no celular, com o vídeo ligado ao passo em que o aluno se perde e a versão acessível uma linha abaixo, dá ao estudante um motivo para passar da página quatro. Esse é todo o ganho, e custa um upload.
Transforme seu material didático em flipbook.
Não. As páginas são guardadas como imagens, então o leitor de tela não encontra nada para ler e o texto não pode ser ampliado nem selecionado. Publique ao lado uma versão em PDF com tags ou em HTML e coloque os dois links no mesmo lugar. Nunca faça do flipbook o único caminho para um conteúdo obrigatório.
Em geral sim, como iframe ou como link simples. Muitas instituições bloqueiam iframes de terceiros por padrão, então dê aos alunos o link direto como alternativa para aparelhos gerenciados.
Com cuidado. As exceções educacionais pressupõem distribuição limitada aos alunos matriculados, não um link público. Deixe material de terceiros num link não listado com senha, confira a licença da sua instituição e prefira materiais com licença aberta.
As suas próprias apostilas, roteiros de laboratório e resumos, com hotspots que abrem vídeos curtos nos passos em que os alunos erram. É isso que o formato acrescenta em relação a um PDF.
Corpo 12 ou maior no tamanho final da página, com mais contraste do que parece necessário na sua tela. Os alunos leem no celular, em notebooks antigos e no projetor.
Teste num aparelho gerenciado pela escola, na rede da escola, antes de passar a atividade. Redes com filtro e aparelhos gerenciados são o motivo mais comum para um link falhar com uma turma.
Envie um PDF ou algumas imagens, escolha um tipo de projeto e compartilhe o link. O plano gratuito já basta para testar.
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